Brasil da Pancadaria. Morte no Carrefour.



Não é novidade que o Brasil é o país da pancadaria. E mais um caso veio para afirmarmos mais uma vez que precisamos agravar a pena do crime de lesão corporal leve e grave. João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e agredido até a morte por dois funcionários do supermercado Carrefour, localizado em Porto Alegre. O cliente, aparentemente, discutiu com uma funcionária e, após ser levado, para fora do supermercado, no trajeto, deu um soco em um dos seguranças do estabelecimento que responderam de forma excessiva, descontrolada e irracional. Vídeos de celulares mostram o homem sendo derrubado e socado inúmeras vezes no rosto por um dos seguranças. Além disso há uma gravação de seguranças comprimindo com o joelho no tórax do João Alberto, que neste momento já se encontra desacordado no chão.

Uma pausa para análise da mídia diante deste caso de repercussão nacional. Logo após esta morte cruel, a resposta dos veículos jornalísticos foi rápida, e como sempre, deveras apressada em condenar e tachar os seguranças de homicidas racistas. Eu aguardaria mais evidências antes de condená-los de forma tão prévia. Não me surpreende ver colunistas escrevendo textões para lacrar junto com o público. Além dos jornalistas, há famosos e políticos que usam da morte ao invés de pensar nos indivíduos envolvidos e em princípios básicos do Direito. A condenação é tão rápida que ninguém parou para avaliar, raciocinar, receber mais indícios do que houve. São posicionamentos com forte apelo emocional, sem preponderância ou ética.

Retornando ao trágico crime, seguranças e policiais não deveriam nunca agir com descontrole. Pelo vídeo, o ideal seria imobilizar o sujeito. E o que eles fizeram me fez relembrar do caso de Rodney King, um americano que foi espancado por policiais após uma abordagem em 1992. Diante de uma violência física, a resposta é não agredir tanto ao ponto de fazer a outra pessoa perder a consciência. A quantidade de golpes no rosto foi completamente desmedida e exagerada já que a vítima já se encontrava com as mãos no chão em postura corporal de redenção. Se ocorreu compressão do pescoço mesmo após a série de golpes, a atitude se torna mais lamentável.
Cada vez mais necessário que seguranças e policiais sejam mais instruídos em como lidar com esse tipo problema.









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